seteDesejo do Autor

livro01"A megameta do Autor e da Editora do Manual Salve-se Quem Souber é que no final deste ano cerca de 50 milhões de indivíduos tenham ouvido falar do seu tremendo potencial; que cerca de 25 milhões tenham acesso ao inteiro conteúdo de suas 7 Revelações."

 

A ORIGEM DA CRENÇA RELIGIOSA 
(E porque superá-la é uma necessidade evolutiva!)

          As religiões são na melhor das hipóteses incompletas
     e na pior totalmente equivocadas.

     

      Nota importante: esse texto traz apenas informações básicas. Estude! Pesquise e se aprofunde mais no assunto! Não acredite cegamente em nada que está escrito neste artigo e ao mesmo tempo esteja aberto à investigação e experimentação pessoal!

  

    Aviso importante: este artigo provavelmente fará sentido apenas aos leitores e leitoras já situados no portal da despedida da crença religiosa, além daqueles que já efetivamente já a tenham superado.
     Atenção: Para entender de fato o significado da palavra crença e o poder das crenças leia atentamente o artigo intitulado Sua Vida Estará Sob o Comando de Suas Crenças - disponibilizado em Tópicos Recentes do site https://www.salvesequemsouber.com.br

  Os apontamentos críticos feitos neste artigo não têm o objetivo espúrio de ofender ou chocar os religiosos, devotos de Jesus, Buda ou Maomé. O objetivo aqui proposto é auxiliar leitores e leitoras ainda devotos, mas abertos ao discernimento, a perceberem as contradições da crença religiosa, dos ensinamentos e pregações de líderes religiosos, suas falácias, sofismas, apelos à ignorância dos fieis e visões distorcidas da realidade neste planeta escola-hospital. Neste artigo, estamos interessados em analisar 3 importantes questões:

 1º.  Qual a origem da crença religiosa?

 2º.  Por que quanto mais educação científica tem uma pessoa menos propensão ela tem para aceitar crenças religiosas? Por que os países socialmente mais evoluídos do planeta (em especial a Suíça, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia) se afastam tanto da crença religiosa quando em outras partes do mundo subdesenvolvido o movimento parece ser no sentido contrário?

 3º.  Por que superar a crença religiosa é uma necessidade evolutiva?

 

 A ORIGEM DA CRENÇA RELIGIOSA 

Ideias religiosas surgiram das mesmas necessidades de que surgiram todas as
conquistas da civilização: da necessidade de defender-se da impetuosa e superior 
força da natureza. (Sigmund Freud, criador da Psicanálise).

  

       O ocultismo (o conhecimento do paranormal", em oposição ao "conhecimento do mensurável) se encontra na origem de todas as religiões e de todas as filosofias, mesmo as que, aparentemente, dele parecem afastar-se ou contradizê-lo.

       O engano parapsíquico — a interpretação distorcida ou errônea dada às experiências parapsíquicas e bioenergéticas dos indivíduos parapsíquicos (denominados de sensitivos) — pode ter dado origem às crenças religiosas. Esta é uma plausível explicação dada pelo professor e pesquisador Marcelo da Luz, autor do excelente Onde a Religião Termina? (www.youtube.com/watch?v=MdceV1q1HIU):

    Os membros das sociedades primitivas, inexperientes e ingênuos quanto às percepções extrassensoriais (parapercepções), teriam experimentado temor e deslumbramento quanto aos processos de clarividência (visões de espíritos), clariaudiência (audição de suas mensagens), materializações de consciências extrafísicas (aparições de espíritos), entre outros fenômenos parapsíquicos.

   O estupor causado por essas experiências suscitou espontâneas atitudes de sacralização das entidades manifestantes (consciências extrafísicas), consideradas superiores, misteriosas, benignas ou ameaçadoras, a depender da situação. Membros do clã dotados de sensibilidade parapsíquica (xamãs entre outros) passaram a ser mais respeitados do que os demais; as consciências extrafísicas consideradas ao modo de divindade, passaram a ser invocadas e adoradas mediante rituais controlados pelos xamãs. Rapidamente a habilidade parapsíquica se transformaria em poder religioso, e o respeito tributado aos sensitivos em subserviência.

  Por outro lado, significativa parcela dos grandes mestres espirituais e líderes religiosos da humanidade, fundadores de seitas e religiões, foram notáveis parapsíquicos, mas incapazes de dar sentido racional às próprias parapercepções, desencadeando as sacralizações e os autoenganos da crença religiosa — tais como, crença no céu e inferno, visões de anjos, deuses e demônios, sentimento de ser escolhido por “Deus” para reformar ou salvar a Humanidade, entre outros.

   O parapsiquismo é a extraordinária faculdade que tem o ser humano de perceber além dos cinco sentidos fisiológicos (percepções extrassensoriais). Essa faculdade não deve ser confundida com a mediunidade do Espiritismo e independe de crenças religiosas. Todos nós, independente de idade, sexo, raça, crença religiosa e classe social somos capazes de desenvolver nosso parapsiquismo latente, que frequentemente é associada à mediunidade e à religião espírita (parapsiquismo religioso), portanto, não é abordada tecnicamente, fato que gera muita desinformação e mitos.

   Edgar Cayce um parapsíquico norte-americano e considerado o maior clarividente de todos os tempos, quando criança decorava livros apenas dormindo e quando estava em transe falava sobre o futuro, presente e passado da Humanidade. Edgar Cayce previu a 1ª, 2ª e 3ª Guerras Mundiais, a Grande Depressão Econômica e o surgimento do nazismo. Entre as suas predições que ainda não se realizaram, está a III Guerra Mundial, a submersão da Califórnia, o desaparecimento de Nova York, a destruição do arquipélago japonês, dentre outros também  previstos pela comunidade científica, ainda estão por se confirmar parcial ou inteiramente.

   Outros nomes usados pelos místicos para os indivíduos possuidores dessa poderosa faculdade seriam xamãs, feiticeiros, médico-feiticeiros,magos,curandeiros pajés. Desde o princípio da Humanidade, o parapsiquismo (ou paranormalidade) é exercido naturalmente por nós seres humanos (ou seja, visões de “espíritos”, audição de vozes, manipulação de energias, telepatia, saída do corpo físico ou experiência fora do corpo, e muitos outros fenômenos parapsíquicos).

  O sacerdote do xamanismo é o xamã, que geralmente entra em transe durante rituais xamânicos, manifestando poderes incomuns, invocando consciências extrafísicas, plantas, animais etc., através de objetos rituais, do próprio corpo ou do corpo de assistentes e pacientes. A comunicação com estes aspectos sutis da vida pode se processar através de estados alterados de consciência. Estados esses alcançados através de batidas de tambor, danças e até ervas enteógenas, de acordo com Émile Durkheim, o pai da Sociologia e arquiteto da ciência social.

  Como explicou claramente o professor e pesquisador Marcelo da Luz, o problema com o parapsiquismo é que, desde o início da civilização, os antecessores do homem civilizado deram uma interpretação religiosa a esses processos, criando crenças e dependência nos indivíduos dotados de paranormalidade e estabelecendo assim, na opinião de Karl Marx, o poder e controle religioso do “produto mais antigo do mundo” (a crença religiosa). Em pleno século 21 na Era da Informação (ou Desinformação) quase nada mudou.

  Os dois motivos principais da dificuldade do ser humano em admitir e estudar o parapsiquismo continua sendo () o apego às crenças religiosas e () uma consequência do paradigma científico fisicalista adotado pela ciência materialista: considerar que o limite de nosso poder de percepção é também o limite de tudo quanto é possível perceber usando os cinco sentidos.

  A revolucionária neociência Conscienciologia surge com o objetivo de ampliar a observação sobre uma série de fenômenos que participam da experiência humana e que foram, progressivamente, sacralizados ou mistificados pelas religiões e negligenciados pela ciência moderna “oficial”.

  A neociência Conscienciologia é o elo perdido que conecta a religião dogmática à ciência materialista, embora o termo seja pouco preciso em termos científicos, uma vez que a evolução da consciência é mais complexa que uma simples cadeia onde há um elo em falta. Contudo, é um termo que faz sentido ao analisarmos os terríveis acontecimentos do milênio passado no mundo ocidental — uma sucessão de eventos que oscilaram entre dois extremos irreconciliáveis: a crença cega e irrefletida(responsável pela Inquisição e o fundamentalismo religioso) e o ceticismo radical(incentivador da usura e do egoísmo).

    

Para mais detalhes leia o artigo “Conscienciologia - A revolucionária e libertadora
neociência!
” em Tópicos Recentes no link
 http://salvesequemsouber.com.br

 

 

 Sociólogos e antropólogos concordam que por atavismo ancestral o indivíduo tende a nascer vinculado a uma crença religiosa, cujas raízes se fixaram no comportamento dos primitivos habitantes da Terra, após uma constante repetição de uma mesma experiência, durante muitas gerações. O atavismo é o reaparecimento, em um descendente, de um caráter não presente em seus ascendentes imediatos, mas, sim, em remotos. Ou seja, certas características físicas e/ou psicológicas podem reaparecer em um indivíduo depois de várias gerações de ausência.


        O termo é usado correntemente para referir-se a semelhanças físicas e/ou psicológicas entre seres e seus ancestrais mais distantes. Culturalmente, usa-se o termo para fazer referência à recuperação de atitudes, comportamentos ou tradições ancestrais que teriam permanecido latentes durante longo período. O atavismo é uma “conformidade instintiva” do ser humano. Será que esta é, afinal, uma falha perene da humanidade?

  
       Em outras palavras: em maior ou menor grau, cada ser humano traz consigo a MEMÓRIA DA ESPÉCIE denominada por Jung de Inconsciente Coletivo, considerado a camada mais profunda da psique e que é constituído pelos materiais que foram herdados, e é nele que residem os traços funcionais que seriam comuns a todos os seres humanos, eternamente existentes sob as diferentes peculiaridades individuais, locais, nacionais, raciais, históricas. De acordo com Jung essa memória da espécie complementa o inconsciente pessoal, trabalhado por
 Freud, embora precise de experiências reais para poder se manifestar.

  

Assim, podemos finalizar a primeira questão com a seguinte conclusão:

 

      A origem da crença religiosa nos nossos ancestrais evolutivos distantes que viviam em cavernas é decorrente do medo das forças ruidosas e assustadoras da Natureza (como o vulcão, trovão, terremotos, relâmpagos, enchentes etc.), e como modo de espantá-las e apaziguá-las, surgiram os cultos que lentamente se transformaram em religiões, com suas variadas cerimônias, que se tornaram cada vez mais complexas e sofisticadas como as denominações da atualidade.

    Das manifestações primárias com sacrifícios humanos, até as sofisticadas expressões metafísicas da filosofia, toda essa herança psicológica e sociológica se transferiu através de gerações, após uma constante repetição de uma mesma experiência, uma infinidade de lavagens cerebrais, reforçadas maçiçamente ao longo dos séculos na mente da massa humana impensante, durante muitas gerações, produzindo um natural sentimento religioso que permanece em a natureza humana até os dias atuais.

 

Por que quanto mais educação científica e mais moderna tornam-se as sociedades,
menos espaço ocupa a religião na cultura, na sociedade e na consciência individual?

 

   A perda do prestígio das organizações religiosas — para influenciar a sociedade e a cultura — e a diminuição das riquezas das instituições religiosas, e, por fim, na desvalorização das crenças e dos valores a elas associados é um processo denominado de SECULARIZAÇÃO. Um dos frutos desse processo de ENFRAQUECIMENTO DAS RELIGIÕES organizadas na vida moderna é a laicidade (ou laicização) ou separação entre Estado e Religião (o que é fundamental para o regime democrático).  

Como explicar a secularização nos
PAÍSES SOCIALMENTE MAIS EVOLUÍDOS do planeta?

    As explicações racionais encontradas por sociólogos e antropólogos se resumem a 2 fatores: () a ausência de INJUSTIÇA SOCIAL e () o aumento do prestígio da ciência e o predomínio crescente da visão científica do mundo. Essa explicação só pode ser realmente entendida após a compreensão de dois conceitos fundamentais da Sociologia.

 

O primeiro conceito é idealizado na expressão “países socialmente mais evoluídos”. Esses países têm várias características relevantes, na teoria e na prática do cotidiano, totalmente inexistentes nos países subdesenvolvidos (ou socialmente atrasados) como o Brasil, tais como as 5 seguintes:

  a.    Social Democracia como forma de governo. Todos são iguais perante a lei e a lei é igual para todos, sem distinção alguma;

  b.    Prática da Cidadania Ativa (o quinto poder de uma nação!) e igualdade de direitos para todos os cidadãos (sem discriminação de classe social);

  c.    Qualidade de vida: presença constante de condições que contribuem para o bem-estar da grande maioria da população, tais como valorização da educação e da saúde pública,poder de compra satisfatório,habitação decente, eficiente saneamento básico e outros fatores mais subjetivos envolvidos na vida humana, como lazer, segurança, recursos culturais, saúde mental, etc.

  d.    Baixíssimos índices de criminalidade e corrupção, segurança emocional total com relação à manutenção do emprego digno e à preservação dos recursos naturais do país;

  e.    E o que é mais importante em uma nação verdadeiramente democrática: correspondência entre os objetivos de vida da grande maioria dos cidadãos e as normas sociais e leis que governam a sociedade.

 Na social democracia o conceito de Cidadania Ativa é uma filosofia de vida em que os cidadãos devem trabalhar para a melhoria da sua comunidade através do trabalho voluntário e outros esforços para melhorar a vida de todos na sociedade. As obrigações de cidadania se estendem também às empresas, que têm responsabilidade social para com o bem estar da sociedade e proteção do meio ambiente.

 A história moderna dos povos que vivem nos países socialmente mais evoluídos demonstra na prática que quando há uma Cidadania Ativa na sociedade, as instituições e órgãos governamentais são sólidas, úteis, respeitadas, respeitáveis e produtivas, constantemente melhorando o padrão e qualidade de vida da população.

 
         Ou seja, nos países socialmente mais evoluídos nota-se a presença de um verdadeiro CÍRCULO VIRTUOSO, um indicador da ausência de injustiça social, assim expresso:   

O dia seguinte sempre fica um pouco melhor 

do que o dia anterior para todos os cidadãos!

 

O segundo conceito fundamental que requer compreensão é a expressão JUSTIÇA SOCIAL que se refere às situações de desigualdade social (leia-se desigualdade econômica). Ela define a busca de equilíbrio entre partes desiguais, por meio da criação de proteções a favor dos mais fracos — as parcelas da sociedade que costumam, ao longo da história da Humanidade, figurar em situação de desvantagem, a exemplo da classe dos trabalhadores, a população de renda mais baixa, os idosos, os menores e as mulheres. 

  

 

 Karl Marx, o genial filósofo alemão, assim descreveu um dos produtos mais antigos do mundo, a crença religiosa, como expressão dos anseios humanos:
 

A religião é o suspiro da criatura oprimida, a qual busca vivenciar mediante a 

fantasia os projetos irrealizados na Terra. Ela exerce a função de narcótico para as
populações humanas, distraindo-as da responsabilidade pela luta histórica
.
 

Nessa declaração, Marx estava se referindo à religião () como um fio de esperança em um mundo dominado pela INJUSTIÇA SOCIAL, pela usura e o egoísmo das classes dominantes responsáveis pela manutenção da ignorância, da pobreza e da miséria; () como uma tentativa para solucionar o problema da existência humana. Considerava a crença religiosa e os valores associados à religião como a tábua de salvação dos assalariados, marginalizados, abandonados e castigados pelo jugo da opressão capitalista em todo o mundo dito “civilizado”.

 

Teste seu raciocínio: após a explicação desses dois conceitos fundamentais, a resposta para as 3 seguintes questões pode ser a prova de fogo para a sua condição de livre-pensador e de bom-entendedor. Senão, vejamos:

 1º.  Você consegue explicar a relação direta de causalidade entre “país socialmente atrasado” e a “injustiça social”?

 2º.  Por que a crescente religiosidade é o aspecto cultural agregador nas sociedades dominadas pela injustiça social? (Exemplo: Brasil, Índia, Irã, Paquistão, países árabes etc.)

 3º.  Por que a religião perde sua influência sobre as variadas esferas da vida social à medida que se reduz a injustiça social e aumenta a prática da cidadania ativa? (Exemplo: Holanda, Suíça, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia etc.).

 Sugestão de leitura: para mais detalhes sobre afundamental importância da Cidadania Ativa leia minhas análises "Um Bom Governo: Uma Conquista da Cidadania Ativa" e “Brasil: Democracia ou Cleptocracia?” disponíveis em Tópicos Recentes de www.salvesequemsouber.com.br

 

O outro fator importante que contribui para o ENFRAQUECIMENTO DAS RELIGIÕES
ORGANIZADAS nessas sociedades protetoras da justiça social é o aumento do prestígio
da
 ciência e o predomínio crescente da visão científica do mundo — uma consequência da
valorização da educação de qualidade. Vejamos como isso ocorre.

  

     Embora seja verdade que as ideias dogmáticas fundamentadas na fé (e não em evidências de observações e experimentações),tidas como verdades absolutas reveladas por um deus onipotente, onisciente e onividente, são os pilares das religiões; e que um dos pilares dos modernos processos de secularização, de globalização, destradicionalização (quando a tradição é constantemente contestada) e fragmentação nas democracias socialistas é a perda do prestígio das organizações religiosas para influenciar a sociedade e a cultura, é importante enfatizar que a ciência não está em guerra declarada com a religião nestes países.

     Jean Piaget, um dos mais importantes pensadores do século XX, teve um considerável impacto nas ciências e na Pedagogia da Educação dos países socialmente mais evoluídos do planeta. Sempre que possível enfatizava as diferenças entre as ciências e as religiões e deixava claro que a educação religiosa era incompatível com a educação científica, pois produzem conhecimentos de forma exatamente opostas. De acordo com esse genial educador-pedagogista suíço: 

 

O objetivo magno da educação é formar pensadores criativos, com mentalidade
crítica
, capazes de tomar decisões adequadas, de exercerem sua cidadania ativa, que
possam verificar, ao invés de aceitar tudo que lhes é oferecido
.

 

 

 Piaget impulsionou o conhecimento e a metodologia científica e a análise crítica da origem do conhecimento. Influenciou de maneira profunda a educação nestes países, abrangendo temas diversos, entre os quais a influência das ideias no pensamento dos jovens. As ideiasenfatizava Piaget — estão obrigatoriamente em perpétuo teste, são sempre abertas a mudanças para que possam se ajustar a todos os fatos até então conhecidos de forma harmônica, formando de forma indissociável, juntamente com estes, o que se denomina por teoria científica.

 Compare este ensinamento de Jean Piaget com o do professor e pesquisador Marcelo da Luz ao se referir às religiões:

  A apresentação de qualquer ideia sob a capa de verdade absoluta haverá de trazer à luz, inevitavelmente, manifestação de força e poder, a fim de garantir supremacia. A eliminação a priori da possibilidade de discussão ou debate a respeito da racionalidade dos preceitos propostos já lhes confere caráter totalitário. Seus propositores não admitem exame racional ou questionamento e tentam, portanto, persuadir pela coerção, doutrinação ou lavagem cerebral.

  Assim, a ciência e suas teorias evoluíram com o tempo. Com o avanço da ciência e da secularização da educação, à medida que a sociedade ganhou conhecimento acerca da interrelação e causalidade dos fenômenos naturais, a visão religiosa da natureza gradualmente perdeu espaço. As religiões atualmente são vistas como algo ligado à fé, ao subjetivo e à irracionalidade e a ciência à razão baseada no experimento científico. Por esses motivos é que há a superioridade da ciência no entendimento do universo conhecido e desconhecido.

  
         A ciência
passou a lutar para dizer à sociedade que ela poderia estudar a natureza e ter autoridade para emitir pareceres por meio de evidências de experimentação, dedução lógica, e pensamento racional a fim de examinar o mundo e os indivíduos que existem dentro da sociedade. A racionalidade prima pelo uso da razão e é pela razão que se compreende que a razão é limitada, não sendo, assim, erigida como sistema absoluto ou onipotente. Em fazer observações dos indivíduos e seus arredores, a ciência procura explicar os conceitos que estão envolvidos com a vida diária.

 POR QUE SUPERAR A CRENÇA RELIGIOSA É UMA NECESSIDADE EVOLUTIVA?

A jornada do autodescobrimento só começa 

após nos libertamos das crenças dogmáticas.

 

 Esta superação não significa tornar-se uma pessoa hostil às religiões. Significa que suas decisões estão conscientemente desvinculadas de qualquer incidência direta de crenças religiosas. Seu significado, embora muito abrangente, se relaciona com o processo de evolução da consciência entendida como aquisição de sabedoria e libertação da ignorância causadora de nossas imaturidades pessoais, irracionalidades e deficiências (autocura).

   Tal processo, longe de se identificar com as religiões dogmáticas, aponta () no caminho de uma construção crítica do autoconhecimento, o mais importante de todos os conhecimentos e () na direção não apenas do crescimento individual, mas do crescimento coletivo.

   O grande desafio contemporâneo para qualquer ser humano é o seu autodescobrimento. Não apenas a identificação das suas necessidades, mas, principalmente, da sua realidade emocional, das suas aspirações legítimas e reações diante das ocorrências do cotidiano. Na medida em que aumentamos o conhecimento de nossos defeitos e virtudes, fica fácil entender porque como consciências em evolução, nossas imaturidades pessoais e a ignorância das leis que regem o Universo (Leis Cósmicas) são as principais causas matrizes (80% dos casos) das nossas dificuldades e sofrimentos de todos os tipos.

Nota importante: Evolução aqui significa a qualificação pessoal do ponto de vista dos traços forças (isto é, talentos, virtudes, capacidades), visando a ampliação das qualidades pessoais e morais da pessoa.

    É da ignorância de si (autodesconhecimento) que surgem os piores excessos na vida pública e privada. Se as pessoas se empenhassem de fato na busca do autoconhecimento, assim como fazem com o estudo das alegorias e da mitologia contida nos livros religiosos, elas naturalmente se tornariam mais equilibradas e moderadas em seus entusiasmos e ambições. Eis porque Sócrates considerava autoconhecimento sinônimo de libertação.

     Atenção: para entender de fato por que o autoconhecimento (ou conhecimento de si mesmo) é a chave para obter segurança íntima e compreender todos os aspectos da vida, leia atentamente a Prática Nº.7 do artigo intitulado 7 Práticas que Levam o Povo Brasileiro a se Afundar na Própria Merda -disponibilizado em Tópicos Recentes do site https://www.salvesequemsouber.com.br

 

     É perfeitamente plausível usar as Escrituras ou o Evangelho como referência para a experiência interior de Deus, não como dogmas estáticos à espera de devoção muda, castradores do desenvolvimento pessoal. O crescimento coletivo requer altruísmo e abnegação por parte do indivíduo, que precisa se integrar na sociedade para evoluir, seguindo um dos princípios básicos da evolução consciencial, que é o Princípio da Grupalidade, assim expresso:

 

    Toda consciência evolui pelo esforço individual, porém acelera a sua evolução em grupo.

 

     A religião é indiscutivelmente uma etapa cognitiva preliminar na evolução da consciência humana e não há quem não tenha feito parte da experiência religiosa em algum momento da sua história multiexistencial e multidimensional. Contudo, ela é uma etapa transitória no caminho evolutivo de povos e indivíduos.

    É inegável que muitas pessoas nessa Era da Informação (ou Era da Desinformação!) ainda precisam do deus-homem, do deus-pajem, do deus-provedor. De certa maneira, o atual arrebanhar das multidões (empobrecidas, deseducadas e abandonadas pelo poder público, como frequentemente ocorre nos países subdesenvolvidos como o Brasil) para as crenças salvacionistas diminui, de alguma forma, o volume da violência, que irrompe, paralelamente com o surgimento dos bolsões de miséria e pobreza socioeconômica.

     Sem o mito da salvação pela fé religiosa, toda a potencialidade da massa humana impensante seria canalizada na direção da violência e agressividade destruidora. Se lhes for tirada essa muleta fundamentada em verdades absolutas inverificáveis, elas cairão, não terão mais em que se apoiar, entrarão em parafuso, desestruturar-se-ão no vazio interior. 

 

     Apesar de as religiões possuírem uma função integradora capaz de manter a solidariedade social e proporcionarem inúmeros benefícios às comunidades carentes ao praticar a tarefa assistencial de consolação (tacon) e de aliviarem o sofrimento e o desespero de muitas pessoas, suas atuações, entretanto, ultrapassam essa condição.

   Elas afetam o desenvolvimento de quem já poderia desfrutar experiências universalistas mais avançadas e, no entanto, se encontram estagnadas em crenças irracionais e obsoletas supostamente reveladas pela divindade (ou pelo homem-deus Jesus de Nazaré, considerado seu filho predileto) devido a condicionamentos, estúpida indolência, preguiça mental, lavagens cerebrais, medo ou falta de questionamentos sadios e de juízo crítico.

 

 

Todos nós já passamos por essa condição em algum momento da nossa série de existências terrenas, mas superar a crença religiosa o mais rápido possível é uma necessidade evolutiva, pois as religiões acabam se transformando em perigoso desvio de rota (da nossa programação existencial ou propósito de vida), cujos embaraços evolutivos incluem a mentalidade sectária, a submissão da racionalidade, o medo da morte, a repressão do parapsiquismo, a incapacidade de discernir sobre o bem a ser feito e o mal a ser evitado e a violência do fanatismo.

   

Reflexões Sobre a Religião e a Crença Religiosa

 

Religião é o murmúrio da criatura oprimida, um coração para um mundo cruel 

e uma alma para um mundo insensível. É o ópio do povo.

 

 

   ►É fato social incontestável que quanto mais educadas e esclarecidas (leia-se: menos ignorante) tornam-se as sociedades, menos espaço ocupa a religião na cultura e na consciência individual. Quanto mais capacidade cognitiva (ou seja, maior capacidade de compreensão e raciocínio e mais inteligência e sabedoria) menos manipulável é a pessoa. Quanto mais segurança sente o indivíduo e a população em se tratando das necessidades básicas de sobrevivência digna, como alimentação saudável, moradia adequada, saúde física e mental, emprego produtivo e de qualidade — menor será a necessidade de buscar refúgio no “ópio do povo”.

    ►Outro fato que não se pode negar nesta Era da Informação e da Internet é o seguinte: é óbvio que muitas religiões da atualidade estão numa fase antievolutiva, visto que as suas mesmas ideias e mensagens, transmitidas há milênios, deixaram de ter a flexibilidade suficiente para poder corresponder às necessidades do momento presente. A fé nos dogmas religiosos inverificáveis é um tipo de confiança infantil, um sintoma de infantilismo psiquicológico (sem que isto tenha algo a ver com inteligência!).

   ►Os argumentos e promessas apresentadas diária e insistentemente na TV e redes sociais por líderes religiosos, padres, rabinos, bispos e pastores hipócritas e arrivistas são anacrônicos, beirando o ridículo. Uma verdadeira afronta à inteligência e ao bom senso. Os movimentos cristãos mais contemporâneos, especialmente o neopentecostalismo, “democratizaram” o milagre, tornando-o “mercadoria” acessível, garantindo à crença religiosa o status de “produto mais antigo do mundo”.

   ►No Brasil, o que move as multidões a migrarem de igreja em igreja é a expectativa do extraordinário, a obtenção do “favor” divino. Hoje, essa sede de milagres é explorada comercialmente de modo obstinado por indivíduos assalariados (semianalfabetos ou intelectualmente despreparados, cujas vidas fora da igreja praticamente não diferem em nada da dos ateus) que trabalham para megaempresas eclesiásticas, dando razão à máxima para a nova oportunidade de empreendedorismo antissocial: “Templo é Dinheiro”.

   ►A raiz do fanatismo religioso é o medo da perdição eterna. O dogma do inferno — uma consequência do medo da morte (tanatofobia), o pai e a mãe de todos os medos e fobias humanas — transformou-se no mais poderoso instrumento de subjugação psíquica de todos os tempos.

 

   

  Atenção: para entender de fato por que A Morte não Existe, leia atentamente o artigo com esse título disponibilizado em Tópicos Recentes do site https://www.salvesequemsouber.com.br

 

 

   ►Os últimos atentados terroristas e a onda de refugiados que invadiram a Europa em 2015, mostram claramente como todas as religiões são obstáculos para que as pessoas se entendam. Veja o genocídio que vem acontecendo há décadas no Oriente Médio entre mulçumanos e judeus. Daí a grande importância de superar o paradigma religioso.

   ►A religião fomenta a formação da mente sectária e preconceituosa. O devoto interpreta o restante do mundo por meio do foco dogmático da doutrina professada pela sua religião. Está convencido de que o seu grupo é dono da “verdade” ou “revelação” absoluta. Inexiste religião universalista. 

   ► Historicamente, as religiões fizeram apologia da tirania e da escravidão durante a colonização do Novo Mundo. Os 300 anos de escravidão no Brasil jamais teriam existido sem o apoio incontestável da igreja católica. O passado e o presente da humanidade são manchados de sangue derramado pela intolerância religiosa. O preconceito é algo intrínseco aos credos e dogmas religiosos. A religião carrega em si a semente da violência, pois a pregação da verdade absoluta exige sempre defesa e controle. 

   ►No início do novo milênio o que mais mata no mundo não é o câncer e nem outras doenças incuráveis como muitos pensam. Estatísticas e pesquisas confiáveis apontam que as guerras de conflitos religiosos, criadas, sustentadas e movidas por interesses políticos espúrios, estão, desde as cruzadas medievais até o terrorismo da atualidade, entre as maiores responsáveis pelos genocídios modernos. É uma tragédia o que aconteceu recentemente com a belíssima e pequenina Iugoslávia, após ser seriamente destruída pelo seu próprio povo, foi dividida em seis “micro países” graças ao maior conflito étnico-religioso ocorrido na região entre mulçumanos e cristãos, com mais de 250 mil mortos.

   ►A religião, em sua base estrutural — a criação e defesa da verdade absoluta — é intrinsecamente violenta. Ela supõe sempre a autoritária imposição da vontade superior — a autoridade divina — sobre a vontade do ser humano, criando uma rede de privilégios para seus dignitários (clérigos, bispos, pastores, rabinos, monges, cardeais e o papa), autointitulados “representantes da divindade”. Entre os dogmas apregoados, encontra-se o prêmio da imortalidade, pelo qual muitos fieis estão dispostos a matar e morrer.

   ►O autoconhecimento ajuda a dispensar qualquer tipo de adulação ou culto a seres supostamente superiores, pois um ser verdadeiramente superior ou evoluído jamais estará interessado na submissão das pessoas.  

 

    A história das religiões ensina o quanto a defesa da verdade absoluta, partindo da simples censura à voz dissidente, pode recrudescer em um crescendum, até atingir os sombrios patamares da eliminação física dos adversários ideológicos. Na verdade absoluta das religiões ancoradas por megaempresas eclesiásticas se esconde a semente da intolerância e da violência praticada pelos crentes de todas as denominações religiosas do planeta.   

Considerações Finais

  

Um diálogo é impossível com alguém que alegue não 

procurar a verdade, mas já a tem.

 

    Não há dúvida de que o ser humano é um animal religioso e sempre será. Devido a esse fato histórico-sociológico, sendo as religiões uma das etapas da autoevolução no planeta escola-hospital, é lógico admitir o eventual surgimento de uma nova religião nos próximos séculos, uma que corresponda ao desenvolvimento cosmoético da Humanidade.

     Ela será guiada não pelo proselitismo interesseiro, mas pela fraternidade e suas características mais importantes serão () a cosmoética e () seu caráter universalista, contribuindo para a unificação dos povos; a grande maioria dos seus membros será capaz de amar seus filhos, seus vizinhos, todas as pessoas, eles próprios, a Natureza inteira. Sem descriminações e preconceitos de qualquer tipo.

   É inerente ao ser humano a busca de compreender o que se costuma classificar como sobrenatural (e assim entender sua origem e propósito, não obstante em senso comum a ele conectado); e também de conhecer a natureza, bem como conviver nela e com ela; entre outros para dela extrair seu sustento e provisão de forma sustentável. 

    À medida que se educa e adquire maturidade psicológica, tem seus pareceres refinados sobre ambos, o sobrenatural e a natureza; pois é um ser integral, que pensa sobre sua origem e fim e que está inserido na natureza. E querendo ou não sua visão a esse respeito influencia todas as demais áreas e atividades nas quais se envolve. Suas hipóteses e maneiras de pesquisar e averiguar sofrem influências de sua maneira de pensar sobre o mundo, ou seja, sua subjetividade está presente consigo em todas as atividades que realiza.

    O nome dado ao processo de pesquisa e averiguação sobre a origem de dado impulso espiritual chama-se discernimento. A superação da presente religiosidade equivocada, enquanto etapa transitória no processo evolutivo da vida humana, só pode ocorrer no íntimo da consciência, como resultado maduro do discernimento, sem violências ou imposições de qualquer tipo. O nível de discernimento de uma pessoa aumenta com suas experiências pessoais, demonstrado pela qualidade de suas ações e, principalmente, pelo resultado obtido. É o aprimoramento do discernimento e da lucidez que determina o acerto ou erro de nossas ações e sua constante.

   Se desejamos contribuir para uma civilização planetária iluminada (menos influenciada pelo egoísmo, orgulho e o fanatismo religioso),devemos aprimorar-nos na arte sutil de fazer as pessoas reconhecerem e repensarem suas doutrinações ou inculcações (lavagens cerebrais), especialmente as crenças religiosas. Este é o objetivo magno deste artigo.

   A menos que consigamos fazer isso com respeito ao próximo, o efeito poderá ser revolucionário, passível de levar a Humanidade para a Terceira e Última Grande Guerra na qual serão usadas armas atômicas. As pessoas não gostam quando alguém tenta mudar suas crenças, principalmente as religiosas. Mas, dadas a elas as ferramentas para observar, pensar, conjeturar e refletir, elas o farão admiravelmente, sem nenhuma necessidade de imposições ou doutrinações. O Manual Salve-se que Souber é uma ferramenta poderosa e fácil de usar. Nele você aprenderá como usar a fórmula mágica:

 Mude suas crenças = Mude sua Vida

 

   Teste seu discernimento: Você se considera uma pessoa intelectualmente engajada ou um “ego vazio”, individualista, infantil e narcisista incapaz de desenvolver uma vida interior? Você se considera impotente diante das poderosas forças do proselitismo encenado por religiosos hipócritas e arrivistas que ameaçam enterrar as ideias progressistas e renovadoras sob um manto de monoideísmo limitador da consciência e de cientificismo maldirecionado? Avalie-se gratuitamente AGORA em   https://www.salvesequemsouber.com.br

 

 

   Dan Herman, o inconfundível e autor do revolucionário Manual Salve-se Quem Souber é estudante e praticante da seguinte sabedoria aplicada com enorme sucesso pelos povos mais desenvolvidos do planeta: 

 

“A educação de qualidade de nossas crianças deve ser prioridade acima de todas as prioridades.”

  

    As lições do MSQS cobrem a área pessoal como profissional e são simples o suficiente para qualquer um de nós escolarizado compreendê-lo e ser capaz de enriquecer nossas vidas ao mesmo tempo. Para mais detalhes acesse agora  https://www.salvesequemsouber.com.br