seteDesejo do Autor

livro01"A megameta do Autor e da Editora do Manual Salve-se Quem Souber é que no final deste ano cerca de 50 milhões de indivíduos tenham ouvido falar do seu tremendo potencial; que cerca de 25 milhões tenham acesso ao inteiro conteúdo de suas 7 Revelações."

   

A SERVIDÃO MODERNA: NASCER LIVRE E NÃO VIVER LIVRE

 

Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos 
chamando-lhes cidadãos. (Denis Diderot, filósofo e escritor francês). 

 

  Nota importante: esse texto traz apenas informações básicas. Estude! Pesquise e se aprofunde mais no assunto! Não acredite cegamente em nada que está escrito neste artigo e ao mesmo tempo esteja aberto à investigação e experimentação pessoal!

 

  O título deste artigo foi inspirado no interessante e contestador documentário feito em 2009 por um grupo francês (Direção: Jean-François Brient e Victor León Fuentes – ver link abaixo) que revela o que há de mais lamentável na sociedade moderna, a saber: a SERVIDÃO MODERNA, uma escravidão voluntária que acontece no mundo atual, dito “civilizado”. Foi escrito com os jovens da Geração Muda Brasil em mente. 

 É a Geração Muda Brasil que vai gerir os destinos do Gigante Adormecido chamado Brasil, despertando-o do “berço esplêndido”, aonde vem se mantendo irresponsavelmente deitado durante cinco séculos. Essa geração de valor será um grupo de referência para os demais membros da sociedade brasileira. 

  As considerações que se seguem não pretendem condenar ao ostracismo o trabalho assalariado, o capitalismo, a economia de mercado nem a produção em larga escala e exaltar ou incentivar o comunismo, o anarquismo, o escapismo, o parasitismo, a ociosidade e a desobediência civil irracional. É claro que ao escrever sobre o tema faço uma opção e tento torná-la persuasiva — mas isso não implica inflexibilidade, e sim o desejo de mostrar algumas das consequências práticas desses modos de pensar e agir e fazer um convite a uma séria reflexão.

  Ao exercer as próprias escolhas em função de suas considerações (em especial se elas levarem a ações), o leitor/leitora estará contribuindo para o entendimento do assunto, cuja importância em nosso dia-a-dia é evidente. A carreira profissional é um tema importante e prioritário para ser refletido e debatido por todos os jovens que têm um propósito de vida e/ou anseiam alcançar o verdadeiro sucesso na Escola da Vida, assim definido:   

  O verdadeiro sucesso é fazer o que lhe deixa entusiasmado e empolgado (ou seja, fazer o que lhe atrai, absorve e ocupa irresistível e incansavelmente sua atenção), quando e onde você deseja, com as pessoas da sua escolha, com saúde, sem estresse, sem problemas financeiros e, sempre que possível, ajudando aos outros indivíduos a realizarem os seus sonhos. 

  O que quero exatamente para minha vida? No contexto do planejamento da existência vale a pena ponderar onde a pessoa vai dedicar seu precioso tempo e esforço para garantir a sobrevivência digna e, se possível, prosperar economicamente de modo cosmoético. Em média, o ser humano produtivo atualmente utiliza um quarto de sua vida (25%), quarenta horas semanais durante décadas dedicadas ao trabalho. O ideal é fazer a confluência de interesses e escolher uma carreira profissional que permita qualidade de vida (que não deve ser confundida com padrão de vida) e real possibilidade de realização dos projetos de vida da pessoa.

 Poucas pessoas sabem que em Atenas, a mitológica capital da Grécia, considerada o berço da civilização ocidental, da democracia e de filósofos geniais como Sócrates, Platão e Aristóteles, ao lado de cada cidadão livre trabalhavam cinco escravos. Na sociedade contemporânea a cada cidadão livre corresponde o dobro de escravos, mas escravos doutra espécie, doutro cativeiro, escravos alienados que não têm de levar chibatadas enquanto trabalham, mas em lugar do chicote tem a ameaça contínua da pobreza e indigência.

  Esta trágica realidade, de acordo com seus autores, é a principal razão que motivou a produção do documentário acima, cujo conteúdo é uma clara demonstração da busca por JUSTIÇA SOCIAL — a busca de equilíbrio entre partes desiguais, por meio da criação de proteções a favor dos mais fracos — as parcelas da sociedade que costumam, ao longo da história contemporânea, figurar em situação de grande desvantagem, a exemplo da classe dos trabalhadores assalariados, a parcela da população abordada pelo grupo francês.

  Para entender a visão e as afirmações contestadoras de “Vida Sem Sentido - A Servidão Moderna”, primeiro é preciso delinear algumas das principais características da dimensão alienante e assalariada das relações de trabalho capitalistas, dentre as quais podemos citar as descritas abaixo, que podem ser verificadas pelo leitor/leitora ao ouvir o vídeo no link https://www.youtube.com/watch?v=Ybp5s9ElmcY:

► A servidão moderna é uma escravidão voluntária onde não há cafezal ou plantação de cana, mas há o trabalho alienante do chão da fábrica, do escritório ou do shopping. Não há o senhor proprietário do escravo, porque contrariamente aos escravos do século passado, aos servos da Idade Média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje frente a uma classe de trabalhadores subservientes que demonstram estar suficientemente domados, só que não sabem, ou melhor, não querem saber que são eles mesmos que escolhem os proprietários a quem deverão servir, graças às lavagens cerebrais a que são submetidos.

► Na escravidão voluntária não há o chicote, mas há o endividamento forçado e o consumismo obcecado da população, influenciado agressivamente pelos principais meios de comunicação do país (em especial a televisão), que utiliza técnicas e mensagens lavadoras de cérebro em suas mensagens publicitárias, a principal característica da publicidade nessa Era da Desinformação.

  A grande finalidade dessa influência deletéria — baseada () na distorção intencional da verdade dos fatos utilizando factoides e () na utilização da publicidade que contém mensagens ocultas nos anúncios publicitários — é manipular a mente consciente e inconsciente da massa humana impensante, transformando o povão em consumidores inveterados que compram de modo compulsivo coisas de que não precisam.

  A imitação e a insatisfação são itens notáveis no consumismo da turba impensante pertencente às classes sociais mais baixas e também de indivíduos de classes mais altas que possuem o mau hábito de imitar e ansiar as posses de pessoas de maior representação social, como celebridades. As mulheres brasileiras de ambas as classes se tornaram escravas da indústria da moda, que cresce continuamente, mesmo em períodos de desemprego em massa. Seus produtos destinam-se a ser realmente usados, mas também à ostentação. Dão “prestigio” à usuária.

► Na escravidão voluntária há também o terrível ESTRESSE SOCIAL, causado pela competitividade acirrada e desleal no ambiente empresarial, ausência de tempo livre para fazer o que dá prazer, pela violência urbana (cuja principal causa é o empobrecimento das famílias), pelos baixos salários pagos, pelos subempregos terceirizados ditados pelo neoliberalismo e pelo monopólio da aparência; e obviamente pelo medo da exclusão social imposta pelos famigerados “órgãos de proteção ao crédito”.

  A preocupação com o "quanto mais, melhor", em termos de riqueza e consumo é outro fator altamente estressante. As mensagens dos anúncios publicitários martelam a mente das pessoas milhares de vezes ao dia, doutrinando-as subliminarmente com a ideia de que não têm o bastante para ser feliz, mostrando a vida dos ricos. É assim que se origina o desejo arrebatador que se não for saciado leva à frustração e à depressão. A vergonha delimita o controle social, e é largamente explorada para promover o consumismo, como veremos mais abaixo.

► A sociedade capitalista da atualidade é marcada por uma necessidade intensa de consumo, seja por meio dos mercados internos, seja por meio dos mercados externos, já que um aumento do consumo registra-se uma maior necessidade de produção, que para atender a esta demanda gera cada vez mais empregos, que aumentam a renda disponível na economia e que acaba sendo revertida para o próprio consumo.

  O excesso de todo este processo leva a uma intensificação da produção e consequente aumento da extração de matérias-primas e do consumo de energia, muitas vezes, de fontes não renováveis. Em outras palavras mais simples: a base do capitalismo selvagem é o consumismo de mercadorias produzidas com mão de obra assalariada.

  Sobre esta base erguem-se os outros pilares sustentadores deste sistema, que tem como único objetivo o acúmulo de dinheiro e máxima lucratividade, tais como o imperialismo norte-americano, o controle e apropriação dos meios de comunicação de massa, a ganância e avareza do sistema financeiro (bancos, fundos de investimentos e seguradoras), a interferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na economia, a desregulamentação dos mercados financeiros, o livre trânsito do capital financeiro internacional, a corrupção estatal pelas multinacionais e a espoliação dos recursos do planeta.

  A liberalização do fluxo de capitais financeiros internacionais, apontada pelo FMI como uma maneira segura de fazer os capitais jorrarem dos países ricos para irem irrigar as economias dos países pobres, deles sedentos, funciona exatamente ao contrário. O fluxo de dinheiro inverteu-se, e os capitais fugiram dos países mais pobres e subdesenvolvidos, indo para os mais ricos, sendo os EUA o país que mais se beneficia, obviamente.

► Uma grande parcela da população empregada (denominada de classe operária por Karl Marx) está presa a um sistema onde é obrigada a trabalhar fazendo o que não gosta para pagar dívidas de cartão de crédito com juros exorbitantes criadas pelo consumismo de bens e produtos supérfluos que não correspondem às suas reais necessidades, e para seguir modelos de sucesso e felicidade criados pelos meios de comunicação de massa.  

  Para que esta tragédia absurda possa ocorrer em plena Era da Informação (ou Desinformação), foi necessário tirar da “classe operária” a consciência de sua exploração e de sua alienação. Seus membros aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A alienação, a renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.  

► A atitude alienada com relação ao trabalho e ao consumo não apenas existe em nosso modo de adquirir e consumir mercadorias, mas determina, além disso, o emprego do tempo livre. Que podemos esperar? Se a pessoa trabalha sem verdadeira relação com o que está fazendo, se compra e consome produtos de um modo abstrato e alienado, como pode usar o seu tempo livre de um modo ativo e significativo? Continua sendo sempre o consumidor escravizado, passivo e alienado.  

  Na realidade, o escravo moderno não é livre para gozar o “seu” tempo disponível; seu consumo das horas de lazer está determinado pela indústria de entretenimento, como acontece com os produtos que compra. Seu gosto é manipulado, quer ver e ouvir o que se lhe obrigam a ver e ouvir. A diversão na servidão moderna é uma indústria que só visa extrair grana do consumidor-trabalhador, como qualquer outra: obriga o indivíduo comprar diversão assim como o faz comprar roupa, sapato e comida embutida e enlatada (junk food).  

► A opressão se moderniza com a Globalcolonização (globalização do capitalismo selvagem) e com a “NOVA ECONOMIA” do neoliberalismo usurário, estendendo-se por todos os países (incluindo a gigantesca China comunista) as formas de mistificação que permitem ocultar essa condição de servidão moderna. Suas faces não alardeadas, porém qualitativa e quantitativamente óbvias, são, como todos sabem, a exacerbação do individualismo, a falta de solidariedade, a exclusão social, os danos ao meio ambiente e aos direitos humanos.  

  A precarização das relações de trabalho é um exemplo dessa “modernização” que afirmou-se como tendência global e é uma das causas do desemprego estrutural (o desemprego causado pelas novas tecnologias, como a robóticae a informática). Esse desemprego de longa duração tem compelido os desempregados a sobreviverem de expedientes na informalidade. A precarização do trabalho é definida como a consequência da redução da remuneração, de benefícios e das garantias dos trabalhadores em razão de sua não vinculação direta junto à empresa que utiliza sua mão de obra. 

  Um caso clássico exemplo de precarização do trabalho se dá quando uma empresa demite os funcionários de um determinado setor com a finalidade única e precípua de substituí-los por mão de obra terceirizada (subemprego). Sob o ponto de vista do capitalista-empresário, a precarização é uma medida necessária e “benéfica”: é a diminuição de encargos trabalhistas para o empregador resultando assim em mais empregos (cuja remuneração é o salário mínimo) e produtos com preço mais baixo para o consumidor. 

► Com a “nova economia” dominante, já não é mais a demanda que condiciona a oferta, mas a oferta que determina a demanda. Então é assim que de maneira periódica, surgem novas necessidades que são rapidamente impostas como “essenciais” para a maioria da população: primeiro foi o rádio, depois o aparelho de TV alienante, o telefone, o automóvel, a TV por assinatura, o DVD, o táblete e por último o smartfone que transforma as pessoas alienadas em robôs ambulantes.  

  Todas estas mercadorias, distribuídas massivamente “em suaves prestações mensais” e em curto lapso de tempo, modificam profundamente as relações humanas para pior: servem por um lado para isolar as pessoas cada vez mais de seu semelhante e por outro para difundir as mensagens lavadoras de cérebro do capitalismo selvagem. Ou seja, as coisas que se possuem acabam por possuir-nos! 

► A diferença entre o CONSUMO e o CONSUMISMO é que no consumo as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário. Já o consumismo se caracteriza pelos gastos excessivos em produtos supérfluos, movidos pela intensa publicidade na TV. O constante bombardeio de mensagens subliminares nas mentes imaturas e desprovidas de senso crítico transforma a necessidade de consumo em compulsão, uma patologia comportamental, como a de um viciado em drogas.  

► O consumismo hoje é a medida do sucesso pessoal na sociedade moderna. Entretanto não está associado à qualidade de vida e à felicidade, e sim, à servidão moderna e à deterioração das comunidades e dos ecossistemas. Estamos hoje presos a um sistema onde somos obrigados a trabalhar 40 horas/semana, com pouquíssimo tempo livre, para poder consumir produtos que não correspondem as nossas necessidades, e de seguir modelos de sucesso e imagem criados pela mídia de massa. 

  Diariamente multidões compram compulsivamente mercadorias de que realmente não precisam e que as escravizam cada vez mais. Muitas vezes, furtam ou roubam, não movidas por uma necessidade objetiva, mas pelo desejo de possuir algo cujo significado é essencialmente simbólico. Renomados sociólogos como Thorstein Veblen, consideram o consumismo como uma forma de descriminação na sociedade moderna, onde a compra de produtos desnecessários são meios usados pela sociedade para demarcar o papel e a importância de uma pessoa na mesma, descartando outros meios de identificação objetivas, como personalidade e habilidades sociais.  

► Uma das dimensões básicas do ser humano — o TRABALHO — foi reduzida ao emprego assalariado que se tornou cada vez mais rotineiro e irreflexivo. Em consequência, ter um emprego constitue-se num determinismo que, na prática, controla as nossas vidas.Uma das principais estratégias usadas para conseguir isso tem sido diminuir o poder do Estado e concentrar a capacidade de gerar empregos na chamada economia de “livre mercado”. O resultado é muito conhecido: quanto mais “livre” se torna o mercado, menos livre fica a maioria dos cidadãos. 

  Uma das evidências de que essa situação é indesejável para o bem comum é que os países socialmente mais evoluídos (exemplo: Holanda, Suíça, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia, Japão, Singapura etc.) agora fazem de tudo para livrar-se dela, exportando as indústrias (em especial as poluidoras) para os países subdesenvolvidos como o Brasil e reservando para si o setor de serviços que exige criatividade e especialização. Isso significa que quando se diz (como hoje é comum) que estamos numa era de serviços, tal condição de nenhuma maneira se aplica à imensa massa dos assalariados e excluídos da sociedade brasileira, que, aliás, estão também fora do modo de produção industrial. 

► A estrutura socioeconômica mundial é geradora de concentração de renda, pobreza, tráfico de drogas, violência urbana, doenças, ignorância e alienação. A grande maioria da população (80%, de acordo com o Princípio de Pareto) não é capaz de entender o “vai e vem” da economia e suas implicações nas suas vidas. Desconhece o valor da poupança e os perigos do consumo irracional, não sabe evitar o desperdício e é forçado a tolerar a injustiça social, a corrupção política, a descriminação e o pior de todos inimigos da sociedade moderna: A USURA E A AVAREZA DO SISTEMA FINANCEIRO

 

O Neoliberalismo Escravocrata

De tanto obedecer, adquirimos reflexos de submissão. 

 

  No mundo contemporâneo, onde o capitalismo selvagem e monopolista é o sistema internacional hegemônico, o trabalhador assalariado e a natureza tornaram-se mercadorias. A base deste sistema econômico (que só tem como finalidade única a máxima lucratividade) é a separação entre a classe operária e a posse dos meios de produção ou bens de capital. O NEOLIBERALISMO, a teoria econômica hoje predominante, abre caminho para que a USURA e AVAREZA sejam consideradas como um valor de base, quando na verdade elas são patologias multifacetadas da condição humana, que precisam ser combatidas incansavelmente para o bem da humanidade. 

  Nota esclarecedora: meios de produção (um termo marxista) e bens de capital (um termo capitalista) são fatores de produção — no mundo atual, são fábricas, ferramentas, maquinários, computadores, equipamentos de construção, tratores, escavadeiras, britadeiras, serras elétricas, edificações, matérias prima, meios de transporte e de comunicação, minas, fazendas agrícolas, armazéns, escritórios etc. — que auxiliam os seres humanos em suas tarefas e, consequentemente, tornam o trabalho humano mais produtivo. 

  A ONDA NEOLIBERAL que impera desde a década de 80 tem como objetivo transferir o poder do Estado para as grandes corporações econômicas (multinacionais). Quando se propõe a diminuição do Estado, abre-se espaço para que essas megaempresas privadas assumam o poder, e elas não prestam conta à sociedade, como acontece nos países cuja organização política é a democracia socialista. Na CLEPTOCRACIA brasileira este é um “direito automaticamente adquirido” por elas ao fazerem “doações” milionárias para as campanhas políticas dos congressistas ladrões do dinheiro público. 

  Uma civilização voltada quase que exclusivamente para o progresso material tende a desenvolver uma ciência e uma tecnologia que, por seu turno, produz um modo de vida cada vez mais exigente e negligente em relação à natureza. A espoliação dos recursos do planeta, a excessiva produção de mercadorias, a poluição, o desperdício, o lixo tecnológico e os resíduos do consumo ostentoso, hipotecam a possibilidade de sobrevivência de nossa mãe Terra e das espécies que nela habitam.  

  Para que o capitalismo selvagem sobreviva é necessário produzir, produzir sem parar. E são os EUA, o maior poluidor e dissipador que se apresenta hoje como “salvador” do planeta. Seus “ambientalistas” patrocinados pelas suas megaempresas multinacionais tentam convencer-nos de que uma simples mudança em nossos hábitos de consumo é o suficiente para salvar o planeta do aquecimento global. Essa é, como todos sabem, nossa situação nos dias atuais. 

  A USURA está ligada à AVAREZA, que é muito mais do que o excessivo e sórdido apego e entesouramento de dinheiro. É muito mais que falta de generosidade e mesquinhez. Ser avarento significa não apenas vencer a qualquer custo, mas, sobretudo impedir que os outros façam o mesmo. Já vimos que essa forma de paranóia é chamada de “competitividade”.  

  Segundo essa visão de mundo difundida pelos neoliberais, o poder, o controle, a individualidade excessiva e a apropriação dos meios de comunicação de massa e dos meios de produção são vantagens de grande utilidade no acúmulo do vil metal, louvável, meritório, vantagens que podem e devem ser exaltadas entre os jovens e levadas às últimas instâncias. 

  A avareza reina, globalizada e triunfal; ela comanda o nosso viver, isto é, tolhe nossa liberdade. A ideia de sobrevivência do mais apto é apresentada como sobrevivência do mais forte economicamente. Essa atitude destrutiva só é possível quando se mantém a crença de que somos separados da natureza. Ela gera a concepção de que o planeta Terra é uma fonte de “recursos e bens” inesgotáveis dos quais somos os usuários irrestritos. 

  É notória a apatia da população assalariada e alienada diante do processo político, em especial a politicagem partidária. A manipulação das eleições pelas pesquisas de opinião pública, veiculadas pelos meios de comunicação de massa, contribui muito para disseminar essa situação. As pessoas de todas as classes sociais se acostumaram a acreditar que, vença quem vencer, os resultados práticos são previsíveis: o contínuo domínio dos CLEPTOCRATAS que se apoderaram do Estado brasileiro.  

  Há também outra situação, não menos importante e esclarecedora. Como se sabe, cresce na população a crença de que os políticos são todos ladrões do dinheiro público, especialmente após o desencadeamento da Operação Lava Jato, que desmascarou por completo o Partido dos Traidores (PT), erroneamente denominado de “partido dos trabalhadores”.  

  Embora essa crença seja um reflexo da realidade política do país, pois o próprio comportamento dos políticos ladrões se encarrega dessa validação, as raízes mais profundas da CLEPTOCRACIA quase nunca são expostas, de modo que convém mostrar pelo menos uma delas

 

QUANDO DIZEMOS QUE OS POLÍTICOS SÃO TODOS IGUAIS, ESQUECEMO-NOS DE
ACRESCENTAR UM DETALHE RELEVANTE:
este atual Congresso de CLEPTOCRATAS,
na verdade, com seus membros todos eleitos pelo voto popular, é um triste espelho da nação e de
seu povo, pois não existe corrupção política sem haver CORRUPÇÃO SOCIAL, ou seja,
primeiro a sociedade se corrompe para posteriormente corromper o Estado.

  

  Muitos barões ladrões de mais alto calado e lacaios das multinacionais norte-americanas continuam na vida pública há décadas, na política ou no comando dos meios de produção do país. A corrupção é imoral e geradora de pobreza e exclusão social, mas o povo tolera, portanto, os cidadãos tornam-se parceiro dos corruptos e corruptores, pelo menos por omissão. 

  A corrupção é um crime biunívoco no sentido matemático do termo pelo fato de que para cada corrupto existente no domínio governamental existe um corruptor no contradomínio privado. Todo povo tem o governo que merece!! Um povo de cordeiros sempre terá um governo de lobos. A CLEPTOCRACIA só se estabelece e se mantém com a atitude tolerante dos eleitores que frequentemente praticam AUTOCORRUPÇÃO, isto é, fraude contra si mesmo (algo assim: “Roubei porque fui roubado” ou “Todos agem assim, porque devo agir diferente?”). 

  Estamos de tal modo condicionados a essa atitude condescendente e de desonestidade, que de pouco adiantam as evidências dos relatos sobre a má situação do meio ambiente e a lamentável qualidade de vida da grande maioria da população brasileira. Tais relatos, como são sabidos, têm revelado que caminhamos a passos rápidos e firmes para uma grande derrota, para o fundo do poço fétido. Traduzindo: o Paraíso Tropical caminha inexoravelmente para se transformar no Inferno Latinoamericano. Que incluirá, é claro, tanto os “mais ricos neoliberais” quanto os “mais pobres assalariados”. 

  Muitos não ignoram e até concordam com essa possibilidade concreta, mas na maioria dos casos trata-se de um entendimento apenas intelectual — um saber que não transforma. O mais comum é que estejamos sempre na defensiva em relação a essas evidências acima apresentadas. Resistimos às formas de pensar que contestam os nossos condicionamentos (lavagens cerebrais) e as julgamos segundo os pressupostos desses mesmos condicionamentos. 

  Por isso as rejeitamos antes que elas tenham oportunidade de se apresentar por inteiro. Tentamos desqualificá-las logo de saída, como costumamos fazer com tudo o que nos incomoda. No fundo, temos medo delas. Preferimos confiar naquilo que nos manipula, no que nos transforma num rebanho impensante e nos mantém alienados. Trancamo-nos num ceticismo radical cuja irracionalidade fica tanto mais evidente quanto mais o chamamos de “racional”. Continuamos a ver o que estamos condicionados para ver em consequência das lavagens cerebrais que sofremos. Transformamo-nos em verdadeiros virtuoses do autoengano. 

  Entretanto, é inegável que no século 20 mesmo com as trágicas imposições do neoliberalismo sobre a classe dos trabalhadores assalariados, houve mudanças positivas no mundo. Os efeitos colaterais danosos da visão materialista da existência mostram que o outro lado da moeda é também significativo. O século 20 foi ao mesmo tempo o melhor e o pior dos séculos. Acabamos de aprender um dos piores, a seguir veremos um pouco do melhor.

 

Explorando Novas Fronteiras e Alternativas 

 

O que nos coloca em apuros não é o que não sabemos. O que nos coloca em
apuros é o que julgamos saber por certo, sendo, contudo incorreto.

  

  Na escravidão voluntária o escravo está convencido de que não existe alternativa na organização do mundo atual. Aceita sua triste realidade como fato consumado. Ele se resignou a esta vida porque crê convicto que não pode haver outra. Nem se quer se pergunta o que há por trás dela, por que as coisas são como são, aonde vão.

 

E é ai mesmo que se encontra toda força da dominação presente:

entreter a ilusão que não há possibilidades nem esperança de mudança
 desse sistema que neocolonizou toda a face da Terra.

 

  O escravo moderno foi doutrinado pela elite capitalista dominante que adaptar-se à ideologia do neoliberalismo é como adaptar-se a uma ditadura dos Bons Samaritanos. O neoliberalismo, ouve-se dizer na mídia, é um sistema poderoso tanto para o bem como para o mal, e o fim para o qual é usado depende inteiramente dos governantes e governados. Com isso em mente, sonhar com outro sistema que se opõe ao capitalismo selvagem se tornou uma ameaça à ordem e ao progresso e criticado agressivamente como “radicais” ou “terroristas” pelos meios de comunicação de massa e os poderes públicos.  

  Ante o exposto até aqui, há urgente necessidade de que a esperança e o otimismo renasçam nos corações da classe dos trabalhadores assalariados sofrida e abandonada pela CLEPTOCRACIA que se apoderou do estado brasileiro. Sem a esperança e o otimismo não há iniciativa, sem iniciativa não há mudanças significativas, só desânimo, languidez e conformismo — o equivalente a morrer lentamente como indigente.  

  Mas, como superar este inimigo poderoso chamado desânimo, gerador da desesperança, que, por sua vez, é a matriz do desespero? É possível pensar numa economia mais humanizada e solidária, numa época caracterizada exatamente pelo desemprego alarmante, pela desumanização dos mercados e pela exclusão social? Num mundo cada vez mais globalcolonizado, será que há saídas, iniciativas e alternativas à lógica perversa que rege o trabalho no capitalismo selvagem?

 

As maiores expressões dessas iniciativas revolucionárias

são o COOPERATIVISMOe as ECOVILAS.

 

 No Brasil, o elevado desemprego dos últimos anos vem provocando a proliferação dessas associações econômicas de inspiração igualitária e democrática, que assumem formas de cooperativa, pré-cooperativa, empresa de autogestão e clube de trocas de mercadorias e serviços mediante o uso de uma moeda alternativa de circulação local. Todo esse conjunto é chamado ECONOMIA SOLIDÁRIA (ES). 

 ESSAS ORGANIZAÇÕES TÊM CARÁTER UTÓPICO, MAS NÃO INVIÁVEL E NEM SE CONSTITUI NUMA MIRAGEM. Elas vêm sendo interpretadas como forma de resistência à marginalização social e também prenúncio de um novo modelo de desenvolvimento econômico e social. A ES representa a resistência dos trabalhadores assalariados à exploração capitalista e a violação de seus direitos básicos. Ela é vista não só como uma necessidade material, mas também como uma ferramenta de transformação social e opção ideológica. 

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  O cooperativismo autogestionário de produção, nascido na Europa do início do século XIX, se faz presente também em outros continentes. Um grande conhecedor e entusiasta dessas experiências libertadoras é Paul Singer, um brasileiro nascido na Áustria, sociólogo, professor de economia da Universidade de São Paulo e autor de inúmeros livros e artigos. 

  Autogestão é a administração de uma fábrica ou empresa pelos seus participantes, em regime de democracia direta (ou seja, todos os cidadãos podem participar diretamente no processo de tomada de decisões). Em autogestão, não há a figura do patrão, mas todos os empregados participam das decisões administrativas em igualdade de condições. Em geral, os trabalhadores são os proprietários da empresa autogestionada.  

  A autogestão não deve ser confundida com o controle operário do regime comunista, que mantém ahierarquia e o controle externo da empresa ou da fábrica por algum organismo ou instância superior (como umpartido político). 

  O COOPERATIVISMO tem por fundamento oprogresso social, a cooperação e o auxílio mútuo segundo o qual aqueles que se encontram na mesma situação desvantajosa de competição conseguem, pela soma de esforços, garantir a sobrevivência digna. Como fato econômico, atua no sentido de reduzir os custos deprodução, obter melhores condições de prazo epreço, edificar instalações de uso comum, enfim, interferir no sistema em vigor à procura de alternativas a seus métodos e soluções.

 

Uma cooperativa é uma sociedade cujocapital é formado pelos associados e tem a
finalidade de somar esforços para atingir objetivos comuns que beneficiem a todos.
 Há basicamente 5 tipos de cooperativas:

  

 Tipo nº. 1 - As chamadas COOPERATIVAS DE PRODUÇÃO agrupam trabalhadores que se associam para produzir bens ou serviços para uso mútuo ou visando ao mercado.

  Essas cooperativas classificam e processam os produtos dosetor primário (matérias primas), e comercializam os produtos dosetor secundário (produtos industrializados), obtendo assim melhor remuneração aos seus associados. Cada membro contribui com um percentual variável do valor da produção para pagar os custos do processamento, administração e comercialização. O dinheiro recebido pela cooperativa retorna ao produtor agrícola na proporção de sua produção.  

  Essas cooperativas também proveem outros serviços, como insumos, armazenamento, transporte, publicidade e pesquisa. Essas cooperativas atuam, geralmente, na criação de animais e produção de cereais como trigo, soja, milho, algodão, leite, carne, fumo, lã, frutas cítricas, aves domésticas, suínos e caprinos.

 

Tipo nº. 2 - As COOPERATIVAS DE CONSUMO têm a finalidade de comprarbens de consumo e revendê-los a seus associados a preços mais baratos que os do mercado. 

  Todo o dinheiro ganho pela cooperativa deve reverter aos associados em forma de poupança. As normas limitam também o volume de dinheiro a ser pago por ações. Esse limite comumente é de 4%. O comércio é sempre à vista. 

 

Tipo nº. 3 - As COOPERATIVAS DE CRÉDITO fornecem recursos financeiros aos seus associados. 

  Seu objetivo é prestar assistência creditícia e a prestação de serviços de natureza bancária a seus associados com condições muito mais favoráveis. Essas cooperativas de crédito são em muitos países do mundo uma das principais instituições financeiras a serviço das comunidades. O Brasil figura atualmente como o 16º colocado neste ranking de volume de ativos administrados pelas cooperativas de crédito.

 

Tipo nº. 4 - As COOPERATIVAS DE SERVIÇO podem prestar serviços, como transporte de carga, abastecimento de água, distribuição de energia elétrica etc. 

 É frequente a oferta de mão de obra por cooperativas, cuja finalidade é justamente o recrutamento e colocação no mercado de trabalhadores, a preços mais vantajosos do que a contratação direta pela tomadora do serviço ou através de uma locadora de serviços comum.  

  Esse adicional competitivo decorre das vantagens fiscais de que desfrutam as cooperativas, bem como do fato de não possuírem empregados, mas apenas sócios ou cooperados, que não fazem jus aos encargos usualmente devidos a funcionários.

 

Tipo nº. 5 - As COOPERATIVAS AGRÍCOLAS que funde os quatro tipos anteriores, atuando em todo o universo da atividade econômica vinculada à agricultura: compra de sementes e outros insumos; financiamento da produção; construção de silos e armazéns; plantio e colheita; comercialização, etc. 

  Além da parte comercial, a maioria das cooperativas agrícolas mantém uma equipe de técnicos, veterinários e agrônomos, para dar suporte aos produtores, garantindo maiores e melhores produções, o que é interesse tanto do cooperado quanto da cooperativa. Essa assessoria técnica é muito valiosa, principalmente, para quem está iniciando a sua produção. 

  Na atualidade, o cooperativismo convive com outras formas de organização empresarial, especialmente nos países capitalistas mais desenvolvidos socialmente (democracia socialista), COMO NA SUÉCIA, PAÍS ONDE MAIS E MELHOR O COOPERATIVISMO SE DESENVOLVEU. No Brasil, sobressaem algumas cooperativas agrícolas. O modelo brasileiro de cooperativismo é o unitário, isto é, a cooperação é regulada por uma só lei orgânica. O modelo diversificado gera legislação específica para cada tipo de organização cooperativa.  

 

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  Ao longo de milhares de anos a humanidade viveu em comunidades sustentáveis, em contato íntimo com a natureza, desenvolvendo uma gigantesca diversidade cultural, onde em geral imperava uma estrutura social de apoio mútuo e cooperação. Neste contexto as ECOVILAS surgem como modelos alternativos ao padrão insustentável das sociedades modernas, incorporando os antigos conhecimentos com a moderna ciência e filosofia. De acordo com um número crescente de cientistas, teremos que aprender a viver de forma sustentável, se quisermos sobreviver como espécie. 

   ECOVILA é um modelo de assentamento humano sustentável. São comunidades urbanas ou rurais de pessoas que tem a intenção de integrar uma vida social harmônica a um estilo devida sustentável. Os modelos de sustentabilidade desenvolvidos ao longo de mais de 40 anos pelos milhares de ecovilas ao redor do mundo formam um grande banco de dados de soluções aos atuais problemas da humanidade e fonte de riquíssimas experiências que podem ajudar a reconectar as pessoas à Terra numa forma que permita o bem estar de todas as formas de vida e futuras gerações. 

  Os defensores das ECOVILAS afirmam que o ser humano é capaz de criar uma vida cheia de amor e sentido. E essa é a parte central numa ECOVILA, sua vida social, cultural e espiritual. Segundo eles, os seres humanos são seres sociais e amorosos por natureza, apesar de a cultura capitalista neoliberal moderna valorizar o individualismo e o egoísmo em excesso, a avareza, a ganância, a competição, a violência estatal, o poder, o controle, a desconfiança e a apropriação.  

  Reconectar os seres humanos à sua natureza significa barrar estes valores incentivadores da exclusão social, limpando esta carga cultural negativa, e colocando a cooperação, o amor, o respeito, a transparência, a honestidade, a solidariedade e a confiança novamente no centro de suas vidas. Significa melhorar o padrão de vida das populações pelo mundo afora. 

  Embora os empreendimentos de economia solidária ainda não estejam totalmente disseminados, é possível concluir que a ES pode vir a ser um instrumento de organização coletiva e alternativa de renda que surgiu pouco depois do capitalismo industrial, como reação ao espantoso empobrecimento dos artesãos provocado pela difusão das máquinas e da organização fabril da produção.

 

Você concorda leitor/leitora que estamos atualmente vivenciando uma situação muito
semelhante no nosso país com relação à classe assalariada provocado pelo capitalismo
selvagem e pela CLEPTOCRACIA
que se apoderou do Paraíso Tropical?

 

  A ES é uma alternativa inovadora na geração de trabalho e na inclusão social, na forma de uma corrente de bem que integra o produtor, o vendedor e o comprador. Seus princípios são autogestão, democracia, solidariedade, honestidade, cooperação, respeito à natureza, comércio justo e consumo racional e solidário. 

  A ES preconiza o entendimento do trabalho como um meio de emancipação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações de trabalho capitalistas. É outro arranjo que procura garantir o direito das pessoas viverem uma vida com sentido. Para mais detalhes acesse:  http://www.redebrasilatual.com.br  /   https://mbecovilas.wordpress.com/ecovilas/ 

 

 http://nomadesdigitais.com/10-ecovilas-brasileiras-para-conhecer-em-cada-regiao-do-pais/ 

 

Nota esclarecedora nº. 1: na opinião do autor deste artigo e de milhares de ex-escravos modernos, a melhor alternativa para se livrar definitivamente da SERVIDÃO MODERNA é o EMPREENDEDORISMO. Analisaremos essa real possibilidade na conclusão deste trabalho.  

 

Vida Simples: Ser Livre e Viver Livremente

 

Encontre afelicidade no seu trabalho
           ou talvez nunca saberá o que é felicidade. 

 

  O subtítulo acima — VIDA SIMPLES — implica se negar viver sob o jugo do capitalismo selvagem. É encontrar o propósito de vida, de modo técnico, sem misticismo religioso. É criar a condição na qual a pessoa devote sua vida e suas energias a algo que tenha significação para ela, na qual ela sente intimamente o que está fazendo e se sinta unida e não separada de seus semelhantes. É não se satisfazer com concessões mínimas, pequenas sobras e migalhas oferecidas aos cidadãos considerados de segunda classe, os trabalhadores assalariados. 

  O conceito de VIDA SIMPLES é muitas vezes considerado abstrato demais para nortear uma prática transformadora da sociedade. Para a grande maioria viciada com o consumismo, ele estaria no plano dos sonhos. Contudo, a tese econômica de viver uma vida simples baseia-se na hipótese concreta de que o crescimento econômico, entendido como aumento constante do Produto Interno Bruto (PIB), não é sustentável pelo ecossistema global.  

  Esta ideia é oposta ao pensamento econômico dominante (neoliberalismo), segundo o qual a melhoria do nível de vida seria decorrência do crescimento do PIB e, portanto, o aumento do valor da produção e consumo deve ser um objetivo permanente da sociedade. 

  A questão principal, segundo os defensores da VIDA SIMPLES é que os recursos naturais são limitados e, portanto não existe crescimento infinito. A melhoria das condições de vida deve, portanto, ser obtida sem aumento do consumo, mudando-se o paradigma dominante da Ciência Econômica, deixando de usar o PIB como bússola orientadora de riqueza da sociedade como um todo.  

  Uma das características mais doentias das sociedades dominadas pelo neoliberalismo econômico do tipo laissez faire (deixai fazer, deixai ir, deixai passar) é a tendência para tornar o indivíduo passivo ou indiferente à vida, entediado e robotizado, privando-o da oportunidade de participação ativa nos negócios da sociedade, na empresa onde trabalha e, de fato, embora ocultamente em seus negócios pessoais.  

  Originalmente, antes do advento do capitalismo selvagem a ideia de consumir mais e melhores coisas se destinava a proporcionar ao consumidor uma vida mais feliz e satisfeita. O consumo era um meio para um fim: a felicidade. Agora se tornou um fim em si. Com a grande multiplicidade de mercadorias e o aumento incessante de necessidades cresce o domínio das coisas que escravizam o ser humano moderno. Nossa ânsia de consumo irrefletido perdeu toda relação com as necessidades reais do indivíduo.  

  Desde o início dessa onda de consumo supérfluo, compulsivo e irracional, várias pessoas e grupos propuseram um estilo de vida alternativo, como um modo de vida mais simples e com consciência ecológica. Não são contra o consumo, mas a favor do consumo consciente e inteligente, levando em consideração suas reais necessidades e os recursos naturais do nosso planeta. 

  VIDA SIMPLES é um estilo de vida no qual os indivíduos conscientemente escolhem eliminar a preocupação com o "quanto mais, melhor", em termos de riqueza e consumo. Significa fazer um esforço consciente para descobrir o que realmente é importante e abrir mão do que é supérfluo, descobrindo assim que uma vida mais frugal exteriormente pode ser muito mais rica e abundante interiormente. 

  Seus adeptos escolhem uma vida simples por diferentes razões que podem estar ligadas a espiritualidade, saúde, qualidade de vidae do tempo passado com a família e amigos, redução do stress, preservação do meio ambiente, justiça social ou anticonsumismo, enquanto outros escolhem viver mais simplesmente por preferência pessoal ou por razões econômicas, embora a vida simples seja essencialmente uma escolha e nada tenha a ver com "pobreza voluntária", ascetismo ou escapismo. 

  Nota esclarecedora nº. 2: a pessoa só se torna realmente livre quando ela começa a vivenciar seu propósito de vida ou sua programação existencial (proéxis). Por outro lado, priorizar o uso inteligente e inevitável do dinheiro, de modo a atingir a independência financeira o mais breve possível, é conquista indispensável que assegura liberdade de ação e maior poder para realizar nosso propósito ou missão de vida com relativa tranquilidade. 

A independência financeira nos dá a liberdade para criar, ousar e empreender. Mas, é extremamente raro se tornar financeiramente independente antes dos 40 anos trabalhando honestamente como empregado assalariado ou em atividades econômicas proporcionadas pela economia solidária. 

 

CONCLUSÃO FINAL

Para a maior parte do Mundo, a globalização, como tem sido conduzida, assemelha-se a

um pacto com odemônio. Os países ricos ficam mais ricos e os países pobres

ficam mais pobres. (Joseph Stiglitz, economista estadunidense). 

 

  Joseph Stiglitz não é um agitador populista que defende o confisco da riqueza dos mais ricos. Ele é nada mais nada menos que o Prêmio Nobel de Economia em 2003, Ph. D. pelo MIT, professor de economia nas Universidades de Yale, Harvard, Columbia e Stanford e economista chefe do Banco Mundial. É também crítico severo e contundente dos "fundamentalistas de livre-mercado"— os defensores do neoliberalismo econômicodo tipo laissez faire. Este destemido economista americano é uma autoridade reconhecida mundialmente como fervoroso oponente da SERVIDÃO MODERNA. 

  Joseph Stiglitz tem permanentemente questionado o que chama de "bases ideológicas" que regem a maior parte das decisões econômicas mundiais. Isto se torna mais evidente na sua polêmica com oFundo Monetário Internacional (FMI), a quem acusa de "empurrar os países subdesenvolvidos” a abrir seus mercados à competição externa antes que possuam instituições estáveis e democráticas para proteger o bem estar de seus cidadãos. 

  De acordo com George Soros, o Investidor-especulador multimilionário que doou US$ 1 milhão de dólares para a campanha que elegeu o presidente Barak Obama:  

  Os defensores do neoliberalismo econômico além de colocar o capital financeiro ao volante da economia acreditam fervorosamente que qualquer interferência no mercado consumidor e nas leis que regem o trabalho assalariado aumentaria os problemas que afetam a sociedade.     

  Em outras palavras,a SERVIDÃO MODERNA ainda vai permanecer muito tempo nos países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil onde a terrível escravidão dos nossos irmãos negros perdurou 300 anos! E o que é pior, a cultura de mediocridade no nosso país só incentiva nos jovens a mentalidade de empregado assalariado (que é uma mentalidade de escravo), quase nunca de empreendedor.

 

A Mentalidade de Empregado explica a ineficiência de grande parte

dos empregados assalariados e funcionários públicos do país.
 Ela designa um assalariado que possui algumas das 13 seguintes características:

 

1)    Dificuldade de autoaprendizagem, não é autossuficiente, exige supervisão e espera que alguém lhe mostre o caminho ou a solução.

2)    Dificuldade para identificar oportunidades.

3)    É dependente, no sentido que necessita de alguém para se tornar produtivo.

4)    Mais faz do que aprende.

5)    Não é pró-ativo (expressão que indica iniciativa, vontade própria e espírito empreendedor).

6)    Não sabe ler as ameaças do ambiente externo.

7)    Não se preocupa com o que não existe ou não é feito: tenta entender, especializa-se a melhorar somente no que já existe.

8)    Não se preocupa em formar sua rede de relações, estabelece baixo nível de comunicações.

9)    Não se preocupa em transformar as necessidades dos clientes em produtos/serviços.

10)  Sem criatividade.

11)  Sem habilidade para transformar conhecimento em riqueza.

12)  Tem medo do erro, não o trata como uma aprendizagem.

13)  Visão limitada.

 

A literatura apresenta diferenças relevantes nos 4 tipos que correspondem a importantes
papéis sociais
, quais sejam (decida em qual deles você se enquadra):

 

1º. tipo - Os empregados assalariados: são aqueles indivíduos que gostam das coisas previsíveis, precisam seguir normas e procedimentos, não se sentem seguras sem um chefe ou patrão, sem a certeza de um salário depositado no banco na data certa. Possuem muitas das treze características citadas acima. Este grupo foi o foco da análise que originou o interessante e esclarecedor documentário - “Vida Sem Sentido - A Servidão Moderna”. 

  Enquadram-se neste tipo os profissionais altamente especializados com perfil corporativo, que estudou para depois de formado “arranjar um bom emprego e ser feliz”; se sentem bem em fazer parte de uma organização tecnologicamente sofisticada e conceituada no mercado. Incluem-se também nesse grupo as diversas modalidades de funcionários públicos. 

2º. tipo - Os autônomos: esses destemidos indivíduos têm sua própria maneira de ganhar seu sustento; trabalham por conta própria, sem vínculo empregatício ou carteira profissional; não têm patrão e nem empregado, e se beneficiam da terceirização como uma forma de redução de custos. Valorizam a liberdade acima de tudo e, dependendo do que fazem e como fazem, se tornam invisíveis para as agencias reguladoras do Estado. Muitos autônomos são excelentes empreendedores. 

3º. tipo - O empreendedor: é quem transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional, é visionário, sonhador, assume riscos e seu sucesso está na “capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles”. É o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados.  

  O empreendedor entende perfeitamente que o fator essencial para o crescimento econômico são os investimentos; e investimentos só podem ser feitos se houver capital; e o capital só surge da poupança. E a poupança só existe se houver diminuição do consumo supérfluo, o que implica um autossacrifício. 

4º. tipo - Os empreendedores sociais: são aqueles indivíduos que não têm medo de arriscar e se tornaram altamente desejáveis na atual conjuntura do Paraíso Tropical. O verdadeiro empreendedor não se deixa absorver pelas rotinas de trabalho. Sua atividade é de supervisão do seu empreendimento e está sempre “de olho” no mercado e na economia, à procura por novas oportunidades.  

  Atenção: para entender de fato como se tornar um Empreendedor Social bem sucedido, leia atentamente o artigo Não se Aventure Com o Empreendedorismo, disponibilizado em Tópicos Recentes do site www.salvesequemsouber.com.br  

  Após a leitura atenta e reflexiva do conteúdo deste trabalho, você agora já sabe no íntimo do seu microuniverso o que deve fazer para não se tornar mais uma vítima da SERVIDÃO MODERNA. 

  MENSAGEM FINAL: Esse texto faz parte da contribuição de Dan Herman em prol do esclarecimento da Geração Muda Brasil. Aprovamos e publicamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões de modo construtivo. Se você gostou desse artigo indique-o para outros de sua estima.


    Dan Herman, o inconfundível e autor do revolucionárioDe Paraíso Tropical a Inferno Latino americano”, sente-se obrigado a advertir seus leitores da sombria realidade de nosso país: 

 

Estarmos conscientes de como participamos da estrutura socioeconômica mundial, 

geradora de concentração de renda, pobreza, violência, doenças e ignorância, é o primeiro 

passo para mudarmos o sistema, e deixarmos de ser "vitimas" da Servidão Moderna. 

O segundo é a escolha racional do que e quanto consumir. 

 

  As lições desse guia de alta-ajuda cobrem a área pessoal como profissional e são simples o suficiente para qualquer um de nós escolarizado compreendê-lo e ser capaz de enriquecer nossas vidas ao mesmo tempo. Para mais detalhes acesse agora www.salvesequemsouber.com.br